You're just jealous because the voices are talking to me

















10/12/2004 01:05
Melhores do Ano - Ano 2

"Ano q vem eu faço de novo se esse blog ainda estiver vivo (façam suas apostas!)."

Primeira intervenção. Ha, Quem diria, não é que ele tá?
Bom, como todos sabem, qualquer pessoa meio nerd tem uma certa obsessão por listas e hierarquias. Listinhas de fim de ano então, nem se fala. Muita coisa muda em um ano. A listinha de fim de ano continua.

"A festa de entrega dos prêmios"

Em virtude do esvaziamento da casa, a festa será substituída por uma simples cerimônia de premiação.

Melhor palavra do ano: "rush"

Só pra constar, Hey Ya foi uma das melhores músicas do ano passado. Sim. E Último Romance também, faltou aquela categoria nacional. Até eu digitar isso pode ser que ela exista. E o disco do Raveonettes era o segundo deles, óbvio. E, sim, boa parte dessas categorias é extremamente esdrúxula.

01) melhor música feliz: float on, da wanessa camargo
02) melhor música depressiva: elliott smith - king's crossing
03) melhor música pá dançar: modest mouse - dance hall / franz ferdinand - take me out / von bondies - c'mon c'mon (empates triplos acontecem às vezes, de 2 em 2 anos)
04) melhor letra: modest mouse - world at large
05) letra mais euachoqeuseisobreoqeletafalando: mas que topicozinho mais desnecessário esse. Fica com streets - dry your eyes, então.
06) letra mais feliz: beastie boys - ch-check it out ("make your granny shake her head")
07) letra mais depressiva: modest mouse - horn intro
08) melhor música praseouvirantesdesair: categoria estúpida, essa. libertines - can't stand me now
09) melhor música praseouvirderessaca: modest mouse - the good times are killing me
10) melhor música que toca na mtv: modest mouse - float on (quase deu pra take me out)
11) melhor música que eu ouvi num show: pixies - bone machine (mais sparky's dream, u-mass, where is my mind, the concept, bad best friend, kill all hippies, stalemate, icebox, your love is the place where i come from, don't look back, if i could talk i'd tell you, crackity jones, verosimilitude)
12) música que eu mais ouvi esse ano: o meu contador não tá legal esse ano, mas foi do modest mouse.
13) melhor música que deveria estar num álbum mas a banda enfiou numa porcaria de ep: bright eyes - i woke up with this song in my head this morning
14) melhor música nacional: leela - te procuro
15) melhor álbum nacional: valv - the sense of movement
16) melhor cover: twilight singers - too tough to die
17) melhor música: modest mouse - satin in a coffin
18) melhor música que eu não citei ainda: walkmen - the rat
19) melhor clip: modest mouse - float on
20) melhor álbum: modest mouse - good news for people who love bad news
21) melhor álbum de estréia: franz ferdinand - franz ferdinand
22) melhor show: complicado esse. Pixies, mas com honrosos segundos lugares.
23) melhor título: Copa do Brasil - Santo André - Maracanã - lotado - flamenguistas - chorando - queimando - camisas.
24) melhor escalada: que pena que a passagem de ano tirou o contexto desse tópico.
25) coisas mais engraçadas: tópico idiota, esse.
26) melhor viagem que eu fiz esse ano: Curitibão.
27) melhor prova que eu fiz esse ano: história, uff, serviu pra nada.
28) melhor garota com quem eu fiquei esse ano: ela sabe (essa resposta é legal porque qualquer uma pode achar que foi ela. ok, brincadeira).
29) melhor bebida que eu tomei esse ano: a melhor eu não sei, agora a que ocasiou as conseqüências mais engraçadas foi a Moscowita, Sovinski Iscravinki.
30) maior otário do ano: o barone, que não foi no show do pixies.

Retrospectivazinha rápida:
Só por conhecer Modest Mouse (antes do Good News, ha!), Death Cab For Cutie (pelo We Have The Facts e o Photo Album ha! x2) e Primal Scream (pelo best of, droga) eu já sou um ser humano melhor (ainda). Ainda ouvi direito Beatles (ah, Abbey Road e Revolver...) e dei a devida atenção pro Nada Surf.
De bandas nacionais, rolou cinco showzinhos do Leela, a maioria acompanhado de bebedeiras, 3 shows do Walverdes, mais Los Hermanos e Pelvs. Ainda teve o Wander Wildner com os maluquinhos que eu esqueci o nome, Bidê ou Balde e mais um monte de bandinhas. Perdi o do Grenade duas vezes (Sampa e Curitiba). E o Pin Ups decepcionou.
O filé: dois shows do Teenage Fanclub, dois shows do Nada Surf, Hell on Wheels, Pixies, Libertines, Primal Scream, Lemonheads, Ian McCulloch - melhores momentos do ano.

Discos do Ano

01) Modest Mouse - Good News For People Who Love Bad News
02) Interpol - Antics
03) The Walkmen - Bows and Arrows
04) Mark Lanegan - Bubblegun
05) Elliott Smith - From A Basement On The Hill
06) Wilco - A Ghost is Born
07) Mountain Goats - We All Shall Be Healed
08) Franz Ferdinand - Franz Ferdinand
09) Arcade Fire - Funeral
10) The Streets - A Grand Don't Come For Free

Sem o She Loves You (Twilight Singers), disco de covers, pra caber mais um.
Se esse blog existisse por mais um ano eu diria que o Mountain Goats é a melhor banda do mundo. Bom, de qualquer forma, eu ainda vou dizer.

Shows do Ano

01) Pixies, maio, curitiba
Muitos já descreveram o que foi esse show do Pixies em maio (catarse coletiva, pessoas dizendo que já podiam morrer ao término, etc). Pra mim, basta dizer que 13 horas dentro de um ônibus e eu felizão.
Toda expectativa, toda a atmosfera criada, toda a mística em torno da banda, toda competência desta (quantas bandas duraram 5 anos e lançaram 4 discos perfeitos?). Desde o desespero total na hora da compra dos ingressos, até a partida pra gelada Curitiba só pra assisti-los. Falando em expectativa e do ponto de vista de uma pessoa que nunca cria nenhuma mas neste singelo momento o fez: o Pixies conseguiu atingir todas, eu não lembro de alguém que tenha falado que o show foi algo menos do que "espetacular".
Talvez você tivesse que estar entre aquelas 8.000 pessoas que não piscavam na frente da banda pra entender esse número 1 aqui.

02) Teenage Fanclub, maio, curitiba
Em termos de acústica, a Pedreira não foi o melhor lugar pra se realizar um show. Em termos de cenário, foi perfeito. Perfeito para o Teenage Fanclub. Abrir com Start Again. About You fez todo o frio (muito frio) desaparecer em questão de segundos. Citar músicas chega a ser desnecessário, não houve qualquer coisa próximo de mais ou menos. Não interessa, eu faço do mesmo jeito: The Concept, Everything Flows, Don't Look Back, Starsign, Metal Baby, Sparky's Dream, My Uptight Life. Mas principalmente Your Love is The Place Where I Come From, com todos fatores extra-campo possíveis: carisma da banda, local bucólico perfeito, clima, laguinho nas pedras e A música.

03) Nada Surf, 15 de novembro, rio
Falar desses dois shows do Nada Surf pode ser complicado. Complicado porque é difícil descrever uma sensação. Então eu vou simplesmente descrever o show e eles estarão aqui no alto de qualquer forma.
No segundo dia - e eu já disse antes - o jogo já estava ganho. Todo mundo já sabia que a banda era excelente, que o lugar era o ideal pra um show, que os caram são gente boa e tal. Faltou 80 Windows, sim, mas eles compensaram com Hollywood e os nossos pedidos (Amateur e Paper Boats). Aliás, da próxima vez que eu souber que o cara realmente vai tocar, eu peço logo Spooky.
O que fez desse show melhor (eu chamo de tão bom quanto, mas tem a questão hierárquica e tal) foi o lugar não tão tomado ou melhor, tomado apenas pelos que realmente queriam estar lá. E um Happy Kid nessas circunstâncias vale ouro.

04) Nada Surf 14 de novembro, rio
Pra quem não sabia ainda como era um show do Nada Surf e como eram os caras do Nada Surf esse foi um show arrasador (Bacardi por si só já é). Daqueles dias que deveria haver um por ano pra sair com a cabeça martelando depois, pra virar fã (muitos viraram), pra comprar o disco (ou o único que falta e eu aceito).
Dá pra lembrar de Icebox ou Hi-Speed Soul sem um sorriso no rosto?
(sim, eu gosto de música)

05) Teenage Fanclub, maio, são paulo
Eu ainda tenho algumas dúvidas do porquê desse show não ter sido tão bom quanto o de Curitiba. Claro que ainda não sendo tão bom ele ainda ocupa um lugar de destaque por aqui, afinal, Teenage é Teenage. Conta muito a favor o fato de se presenciar o show dos escoceses pela primeira vez e deles só tocarem "hits".
Agora - e principalmente - todas as circunstâncias que me levaram a vê-los nesse dia em particular valorizam ainda mais o que foi aquela noite. Pra não se esquecer nunca. Pra contar pros netinhos. Ainda que pouca gente (1) conheça as circunstâncias em questão, que fique assim. E Verisimilitude e Radio foram tudo nesse show.

06) Primal Scream, novembro, rio
Eu sobrevivi ao Primal Scream. Eles tocam alto. Eles são competentes. Eles têm músicas excelentes. Mais do que isso, eles criam uma atmosfera. Talvez fosse o show do ano. Terrorismo sonoro, disseram. Guitarras altíssimas, baixo muito alto, bateria alta, intervenções eletrônicas como só o Primal Scream consegue fazer. E ainda tinha o Kevin Shields só pra dar o aval. Qualquer show que tenha o Shields, nem que somente pra ficar parado no canto do palco, tem que ser bom. E It's Alright e Accelerator, Kill All Hippies, Swastika Eyes e Burning Wheel, Rocks e Jailbird, Movin' On Up, fechar com Kick Out The Jams.

07) Ian McCulloch, julho, rio
O Ian McCulloch é um cara legal. Ainda que um não-fanático (já o ser por Afghan Whigs e Modest Mouse toma muito tempo) eu gosto de tudo que o Echo and the Bunnymen já lançou. E um showzinho acústico depois de invadir o setor vip, só na cadeirinha ouvindo o tio Ian mandando hit atrás de hit e covers legais é uma experiência que todo mundo deveria ter em algum ponto da vida. Só faltou a vodka em quantidade.
E sim, ele tocou The Killing Moon.

08) Lemonheads, maio, rio
O Evan Dando tava chapado. A banda não parecia muito entrosada. A voz do Evan já falhava bastante. Mas que se dane, era o Lemonheads e todos essas falhas deram um charme a mais pro show do rapaizinho. Ele não querer terminar o show também. E If I Could Talk I'd Tell You também. E Confetti também. E Into Your Arms também. E Stove também. E etc, etc.

09) Walverdes, novembro, rio
O Walverdes só pelo nome me fez ir até um tal de Ruído Festival em fevereiro pra conferir qual era a dos caras. Eles demoraram muito pra entrar e quando o fizeram o público meio que já tinha ido embora. Eu não conhecia nada deles. E ainda assim foi o melhor show da noite. Destruidor. Meu ouvido apitou durante um mês.
Essa singela apresentação me fez conhecer a música deles e me fazer, depois de um show do Pixies (só Pixies) ir até um Teatroouseilaoqueeraaquelelugar só pra ver a banda de novo. E conhecendo a banda aquele show fez ainda mais sentido. Show destruidor número 2, foi ainda melhor que o primeiro, ainda que um pouco curto. Ok.
Novembro, abrindo pro Nada Surf. Após tantas delongas, esse é o show que ocupa a nona posição aqui. Quando eu for presidente (/ditador) o Walverdes vai abrir todos os shows de bandas boas de fora que tocarem aqui. Sim, estará na constituição. Tão alto quanto os outros três e tocando pra uma platéia um tanto quanto hostil, deu pra ouvir Anticontrole, Viajando Na AM, Ação e Reação, Classe Média Baixa Records, Câncer e a tradicional cover de Mudhoney, Suck You Dry.
Melhor show de uma banda nacional que eu já vi.

10) The Libertines, novembro, rio
3 razões em particular fizerem com que o show do Libertines na versão carioca do Tim Festival não o colocassem num posto maior na lista. São elas:

- eu não gosto tanto de Libertines assim salvo uma meia dúzia de músicas;
- o vocalista deles abandonou a banda e goste ou não, o Pete é a alma do Libertines;
- eles tocaram depois do Primal Scream.

Ainda assim eles são extremamente competentes em palco e dá pra se divertir até mesmo nas músicas não inclusas naquela meia dúzia.
PS: o segundo disco é muito, mas muito melhor que o primeiro.

E as devidas homenagens ao Leandro, único ser humano que conseguiu dispor de tempo, dinheiro e saco (a gente tem) pra ir em todos esses 10 shows comigo. Valeu, mermão.

Like a cigarette burn to the fleshy turbines of my heart
enviada por felipe






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